PRAÇAS

Praça Mal. Floriano Peixoto

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Esta praça por toda sua história e pelo conjunto de obras que apresenta, deve ser considerada como um monumento. Nela encontra-se o Obelisco aos Fundadores da Cidade, o Monumento ao Sesquicentenário, o Monumento à Bíblia e a Catedral de Sant’Ana.

Obelisco aos Fundadores e Monumento ao Sesquicentenário
O Obelisco foi erigido em homenagem aos fundadores da cidade, com as seguintes inscrições em uma placa de bronze:

15/09/1823 - Criação da Freguesia
07/04/1855 - Elevação a Vila
18/04/1876 - Elevação a Comarca

Este marco ficava antigamente no centro da praça, mas por ocasião do Sesquicentenário da Cidade de Ponta Grossa, foi transportado para a lateral da praça, dando lugar a um novo monumento, construído em comemoração aos 150 anos da elevação de Ponta Grossa a Freguesia.
           A construção, muito interessante, em forma de mural é o número 150. O número 1, é representado pelo obelisco central, sobre o qual encontra-se o mastro da bandeira principal; O número 5, feito em cimento armado, disposto como se estivesse desenhado no chão em alto relevo e, em cuja curvatura encontra-se o mural com desenhos em baixo relevo contando a história do desenvolvimento de Ponta Grossa, desde os habitantes indígenas até o progresso atual. Ainda neste mesmo mural, na parte superior do número 5 há uma placa de bronze onde consta o ano da elevação de Ponta Grossa a Freguesia em 1823-1973 (150 anos). Por trás desta placa está depositada uma urna de aço inox, que contém jornais, moedas, documentos, lista com o nome das autoridades civis, militares e eclesiásticas do dia 15 de setembro de 1973.
          Esta urna deverá ser aberta em 15 de setembro de 2023, ocasião em que a cidade completará dois séculos. O número 0 está representado por um jardim de formato redondo. Todo o monumento está num elevado no centro da praça. 

Localização: Praça Marechal Floriano Peixoto - Centro

Praça Barão do Rio Branco 

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      O Ponto Azul foi por muitos anos, local de embarque e desembarque dos coletivos urbanos de Ponta Grossa e, teve sua origem na década de 1950. Era uma construção de dois pavimentos, onde também funcionava lanchonete, bomboniére, engraxataria, entre outros serviços.

          Em volta do prédio, uma marquise abrigava os passageiros que esperavam ou desciam dos coletivos. Com o crescimento da cidade, há necessidade de novas linhas obrigou a transferência do ponto para as Praças Barão de Guaraúna e Barão do Rio Branco respectivamente.

          Na década de 1970 o local foi demolido, permanecendo somente na lembrança das pessoas, que sempre se referem ao local como Ponto Azul.

          Por isso, em 2004, foi inaugurado no mesmo local o Memorial Ponto Azul, que entre outras coisas, possui um painel que resgata a identidade local em 1958, como ponto de encontro da comunidade princesina, preservando assim um importante referencial da história de Ponta Grossa.

Localização/Acesso: Praça Barão do Rio Branco, s/n°

Praça Por do Sol 

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inaugurada em 09/05/2018 mais um espaço destinado ao lazer e esporte em Ponta Grossa. Localizada na Rua Visconde de Nacar, a praça foi nomeada como “Pôr do Sol” devido à vista, e tem o diferencial de ter sido construída com 90% de materiais reaproveitados de outros locais

São árvores que caíram em lugares distintos através de desastres naturais, pneus retirados de arroios, ferragens que estavam no Parque de Obras, madeiras que sobraram de outros serviços... O que antes era um local utilizado como depósito de entulhos agora tornou-se um símbolo de sustentabilidade

Entre a estrutura da praça estão mirante, parque infantil, academia ao ar livre, uma quadra de vôlei de areia, pergolados decorativos, quiosque de madeira, bancos, lixeiras feitas com pneus, pista de bicicross infantil de 200 metros, pista de caminhada com 300 metros e estacionamento. Outra inovação do local é a oferta de um “chimarródromo”, construído em madeira.

Inicialmente um local utilizado como depósito de entulhos, a nova praça teve sua construção iniciada no ano de 2017, Foram retirados do espaço mais de 30 caminhões de resíduos de construção civil e residencial e de poda das árvores. A estrutura foi pensada tendo como objetivo a sustentabilidade a inovação, resultando na reutilização de materiais e na construção do primeiro “chimarródromo” de Ponta Grossa.

Praça Barão de Guaraúna

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As praças como monumentos urbanos, são espaços onde manifestações sociais e culturais se apresentam, construindo com isso lugares de comunicação e expressão social.
No Brasil, muitas cidades têm como início de urbanização a fixação em torno das praças e das igrejas. Expandindo-se a partir desses pontos, garantiram um aspecto de referência enquanto ocupação humana. Em Ponta Grossa, temos como marco inicial a igreja de Sant’Ana e a praça Marechal Floriano Peixoto, pontos do início da urbanização da Princesa dos Campos.
Ao longo do tempo outras praças foram surgindo no cenário urbano local e gradativamente adquiriram esta função de ponto de interação social. A Barão de Guaraúna, por exemplo,surgiu a princípio com o nome de largo São João, devido a construção da capela de São João, que segundo alguns autores acredita-se que tenha surgido na segunda década do século XIX.
Com a demolição da capela de São João na década de 1950, a praça passou a ser ocupada somente pela igreja Sagrado Coração de Jesus, no entanto, neste momento já era denominada Barão de Guaraúna. Título esse que veio em 1913, na gestão do então prefeito Theodoro Batista Rosas em homenagem a Domingos Ferreira Pinto, o Barão de Guaraúna.
Localizada na área central da cidade, entre as ruas Av. Vicente Machado, Balduíno Taques, Paula Xavier e Saldanha Marinho, a praça Barão de Guaraúna também é conhecida como “Praça da Igreja dos Polacos”, porque os construtores e os freqüentadores do templo eram imigrantes poloneses ,Um outro fato que marca este espaço foi a presença de um cemitério, o São João, que se localizava de fronte a praça, onde atualmente se encontra o edifício Itapuã. Segundo o livro “Menina dos meus olhos”, quando da construção do prédio foram encontradas ainda algumas ossadas do antigo cemitério.
Contudo, a Barão de Guaraúna, por se tratar de uma praça, tornou-se centro de um contexto social e cultural princesino, espaço onde as manifestações populares e o cotidiano social se fizeram e se fazem presentes, garantindo ser, como coloca CHAVES, as “veias pelas quais correm a vida e a alma da cidade”, pois é no espaço das praças nas cidades que se efetiva a sociabilidade.